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Companhia Textil de Castanhal

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Revista Cafeicultura
29/09/2016

CASTANHAL LANÇA SACO MAIS LEVE PARA A EXPORTAÇÃO DE CAFÉ
A Castanhal, maior fabricante de produtos de juta do país, lançou o ECOntainer, um novo saco de juta cerca de 25% mais leve que o tradicional, voltado exclusivamente para a exportação de café. O objetivo é ajudar o exportador a reduzir seus custos com o envio do café para o mercado externo. 

O ECOntainer com capacidade para 60 kg de café pesa apenas 390g, enquanto o saco tradicional pesa 510g. Isso representa uma economia em peso de quase um saco de café de 60 kg por container de 20 pés. Por ser mais leve, o novo saco é mais barato que o tradicional. A embalagem também será lançada na versão 30 kg e foi batizada para ressaltar a sustentabilidade que envolve toda a cadeia de produção do saco de juta.

O produto foi apresentado na Semana Internacional do Café, realizada em Belo Horizonte (MG), pela equipe comercial da Castanhal, que participou do evento para divulgar os benefícios da sacaria de juta. 

“O desenvolvimento desse novo saco faz parte de um esforço da Castanhal para oferecer aos exportadores embalagens que mantenham a qualidade do café, sejam mais econômicas e sustentáveis”, diz Hélio Junqueira Meirelles, diretor presidente da Castanhal. 

Alguns exportadores vêm substituindo os sacos de juta pelo transporte a granel, que é mais barato. Porém, a temperatura e umidade ambientais das áreas de estocagem ou transporte podem afetar negativamente o grão de café, facilitando o desenvolvimento de fungos, prejudicando o aroma e o sabor do produto e ameaçando até mesmo a imagem de qualidade do café brasileiro. 

“O saco de juta, confeccionado com uma fibra natural, é o único que faz a regulagem da umidade do café, à medida que pode absorver parte da umidade do grão, quando o ambiente está muito úmido, ou pode ter sua umidade natural absorvida pelo café quando o ambiente está seco”, explica Meirelles. 

O desenvolvimento do ECOntainer veio para atender os exportadores preocupados em preservar a qualidade do café que estão mandando para o exterior e, consequentemente, sua marca. A embalagem foi criada para ser transportada exclusivamente dentro de containeres, já que nesses casos o manuseio é menor e não há risco de rasgar ou cair do empilhamento. 

“Hoje, muitas cooperativas já fazem o transporte do café entre fazendas e área de estocagem a granel, mas na hora de despachar o produto para o exterior esses exportadores ainda precisam de uma embalagem que preserve a qualidade do grão”, diz o presidente da Castanhal. 

Para Meirelles, a juta deve continuar por muito tempo ainda sendo a principal forma de embalar o café, já que as novas alternativas que têm sido criadas em plástico ou papel, além de terem um custo muito alto, também têm sérios problemas ambientais. 

“Para os importadores, receber o café em embalagens plásticas representa um custo adicional enorme, já que terão que arcar com o descarte correto desses sacos plásticos, devido ao dano ambiental que causam”, acredita o executivo.

O saco de juta, por outro lado, é biodegradável, ou seja, quando descartado ele se desintegra completamente sem deixar qualquer resíduo no meio ambiente. A produção da fibra de juta é outro fator que chama a atenção, já que é realizada de forma sustentável por mais de 15 mil famílias de ribeirinhos no Rio Amazonas. 

Graças a essa preocupação com a sustentabilidade, a Castanhal conseguiu se tornar membro do Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4C), uma associação criada com o objetivo de ampliar a oferta de café verde produzido de forma sustentável, mantida por importadores e comerciantes de grãos como Nestlé, Kraft Foods e Sara Lee, dentre outros, que juntos comercializam mais de 50% da produção mundial de café. 

“O surgimento de novas tecnologias e maior concorrência é bom para qualquer mercado, mas não temos dúvidas de que devido às vantagens e a sustentabilidade do saco de juta, ele ainda será utilizado para o transporte de café por muito tempo”, avalia Meirelles. 

Ele lembra, por exemplo, que muitas das novas embalagens ainda têm um longo caminho pela frente até passar pelo crivo de instituições importantes do setor. Não é à toa que há alguns anos a Green Coffee Association emitiu um comunicado alertando que embalagens sintéticas estavam provocando problemas com umidade no grão do café e que em seu contrato padrão a exportação deveria ser realizada em sacos de juta. 

“A juta é a embalagem mais tradicional para o café porque reúne o maior número de vantagens a um preço acessível. Muitas dessas novas embalagens apostam em um único diferencial e ignoram todas as demais necessidades dos produtores no transporte e estocagem do café. Só a juta consegue manter a qualidade do produto e ainda oferecer facilidades no empilhamento, retirada de amostras e marcação de lotes”, diz Meirelles.