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Companhia Textil de Castanhal

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Saco de juta aumenta participação no Espírito Santo
06/03/2014

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Impulsionado pelas vantagens em relação à concorrência e pelas novas leis trabalhistas, saco de juta de 25 Kg aumenta vendas em 20% em 2014 

A velha lenda de que no Brasil o ano só começa após o carnaval parece não ter tido efeito na Castanhal, maior fabricante de produtos de juta no país. A empresa começou 2014 apostando forte em seu produto mais novo, o saco de juta de 25 kg para batata com o exclusivo sistema “fecha fácil”.

O resultado é um aumento é de 20% nos pedidos deste tipo de saco, com destaque especialmente para as vendas para produtores de batatas do Estado do Espírito Santo. “Além de proteger melhor o tubérculo tanto na fase de transporte como na de armazenagem, a juta é o saco que dá a melhor apresentação para a batata, ajudando o produtor a ressaltar as qualidades do produto na hora da venda”, diz Flávio Junqueira Smith, presidente da Castanhal.

O saco de juta 50 kg ainda continua a ser a embalagem mais vendida pela companhia. Porém, com o aumento no rigor nas legislações e fiscalizações trabalhistas, cada vez mais produtores vem substituindo os sacos maiores pela alternativa de 25 kg. Atualmente, existe um Projeto de Lei que quer limitar o peso máximo permitido ser carregado por homens a sacos de 30 kg, e não mais de 60kg como é hoje.

O custo de substituição de uma embalagem maior pela menor, porém, pode ser mais do que compensado graças ao sistema de saco com fecho desenvolvido pela Castanhal. “O fecha fácil vai dobrar a produtividade das pessoas empregadas no processo de embalagem da batata, além de eliminar custos como o de fios utilizados para costurar os sacos atuais, compra e manutenção de equipamentos de costura e energia elétrica utilizada neste processo” diz Smith.

A nova linha de sacaria surgiu a partir de uma sugestão dos próprios lavadores de batata que já começaram a substituir sacos de 50 kg por sacos de 25 kg. Essa mudança obrigaria os lavadores de batatas a dobrar suas equipes de trabalho para embalar os tubérculos em sacarias menores. Porém, com a utilização da embalagem “fecha fácil”, a produtividade da equipe é duplicada e as empresas conseguem manter o mesmo número de funcionários mesmo com a alteração no processo de embalagem.

“Antes era necessário costurar o saco de juta, demandando tempo e dinheiro nesse processo, agora basta puxar e amarrar o fitilho, também de juta, para fechar o saco”, explica o presidente da Castanhal. 

O fitilho de juta vai permitir que o saco de batata confeccionado nesse material continue a ser 100% biodegradável, ou seja, depois de descartados, os sacos se desintegram rapidamente sem deixar qualquer resíduo ou dano ambiental, ao contrário dos sacos de materiais sintéticos – como o clone e o nylon - que podem levar mais de 100 anos para se decomporem, provocando sérios danos à natureza.

O aumento na utilização do saco de juta na embalagem de batatas, porém, não está se dando apenas pelo novo produto desenvolvido pela Castanhal, mas principalmente pelo aumento da consciência dos produtores de que o material é o que mais protege e preserva o tubérculo durante o transporte e armazenamento do produto.

A constatação é de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Uberlândia (MG). O estudo mostrou que a sacaria de juta aumenta a vida útil das batatas, pois protege o tubérculo da luminosidade excessiva e evita o esverdeamento. 
 
A principal vantagem da juta está no fato de ser uma fibra natural e, portanto, com mais flexibilidade do que as fibras sintéticas. O formato arrendondado do fio e a maior massa do tecido também garantem maior proteção à batata.

A sacaria de material sintético, por outro lado, fere a pele da batata. Isso porque é feita com fitas mais duras e cortantes que, com os atritos provocados durante o transporte, ao invés de amortecer vão raspando na batata e provocando lesões.