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Companhia Textil de Castanhal

A Juta

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A juta é uma fibra têxtil vegetal que foi introduzida no Brasil pelos japoneses e tornou-se uma das principais atividades econômicas das populações ribeirinhas da região amazônica, sendo um fator fundamental da fixação de mais de 15 mil famílias no campo.

O plantio da juta é realizado nas margens dos Rios Solimões e Amazonas no início da vazante. São terrenos nos quais o ciclo anual de cheia dos rios impede o crescimento natural da floresta ou a prática de alguma cultura permanente.

Não é necessário o uso de queimadas ou qualquer outra técnica para limpar o terreno porque a cheia do próprio rio se encarrega disso. A lama deixada após a vazante serve de fertilizante natural, tornando desnecessária a utilização de adubos químicos.

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Quatro meses após ser semeada, a planta alcança uma altura de três a quatro metros e um talo de 2 cm de espessura e inicia-se imediatamente a colheita. A fibra útil é contida entre a casca e o talo interno e a extração é feita pelo processo da maceração. As árvores são cortadas rente ao solo por meio de foices, são limpas das folhas e mergulhadas em feixes dentro dos rios por alguns dias. Após esse processo, os feixes são retirados de dentro do rio, a fibra é separada do caule e colocada para secar em varais. 

A fibra seca é vendida, então, para a Castanhal que transporta esse material para sua fábrica no interior do Pará. No processo de transformação da fibra em tecido são utilizados apenas aditivos orgânicos e os óleos vegetais. Isso, associado às características naturais da planta, faz com que os produtos de juta sejam totalmente biodegradáveis. Ou seja, quando o produto de juta perde sua utilidade e é descartado, ele se desintegra completamente em menos de um ano sem deixar qualquer resíduo ou dano ambiental.