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Companhia Textil de Castanhal

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Jornal Entreposto
26/06/2013

Atacadista adota saco de juta para embalar batata
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Para aumentar vida útil do produto e diminuir perdas, Grupo Benassi vai passar a exigir que seus fornecedores entreguem a batata apenas em sacos de juta
A Castanhal, maior fabricante de produtos de juta do país, acaba de firmar uma parceria com o Grupo Benassi, maior atacadista da área de Frutas, Legumes e Verduras (FLV) do Brasil. As empresas vão estimular os produtores de batata a embalarem seus produtos apenas em sacos de juta. 

O objetivo é diminuir o índice de perda de batata durante as fases de armazenamento e transporte e aumentar a lucratividade de toda a cadeia produtiva do tubérculo. Ao mesmo tempo, a produção de juta, cultivada de forma sustentável por ribeirinhos na Amazônia, deve ganhar um novo aliado na competição com as fibras sintéticas.

“O saco de juta protege mais a batata do que outras embalagens feitas de plástico, já que o formato macio e arredondado do fio de juta amortece os impactos provocados durante o transporte”, diz Flávio Junqueira Smith, presidente da Castanhal. A afirmação é baseada em um estudo realizado pelo Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Uberlândia (MG), que mostrou ainda que a embalagem de juta é mais eficaz na proteção da batata contra problemas como o esverdeamento.

“Nós já percebíamos na prática que o saco de juta protege melhor as batatas, mas depois de vermos os dados do estudo ficamos definitivamente convencidos e passamos a exigir de nossos fornecedores regulares que passem e entregar a batata apenas em sacos de juta”, diz Bruno Benassi, gerente do grupo responsável pela unidade de São Paulo.

De acordo com Benassi, que atualmente é responsável pelo fornecimento ou gestão do setor de FLV dos maiores supermercados do país (incluindo Grupo Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Coop), a batata tem um dos maiores índices de perda e desperdício do segmento de FLV.

O executivo explica que todo o processo de seleção, lavagem, armazenamento e transporte é muito agressivo e reduz a vida útil do tubérculo. Hoje os sacos de nylon e clone, apesar de serem cortantes e ferirem com freqüência a pele da batata, são os mais utilizados para embalar o produto porque a fibra sintética reflete melhor a luz e passa a impressão para os compradores que a batata é mais clara, uma exigência dos consumidores. “Porém, isso não funciona para nós porque todos os grandes distribuidores sabem comprar batata e não são influenciados por esses fatores. Preferimos receber a batata em uma embalagem que nos ofereça um índice maior de aproveitamento do produto”, diz Benassi.

Na parceria firmada, a Castanhal ficará responsável por fazer um trabalho de divulgação e acompanhamento em toda a cadeia produtiva e ajudar a convencer os produtores e os lavadores de batata a migrarem definitivamente para o saco de juta.

“Não será um trabalho difícil porque o saco de juta tem um preço competitivo em relação nylon e é mais barata que o clone, além de proporcionar uma rentabilidade maior para toda a cadeia produtiva”, diz Smith. Para facilitar esse processo, a empresa prepara ainda o lançamento de um novo produto que vai diminuir o tempo de ensacamento das batatas, diminuindo a necessidade de mão-de-obra nessa atividade e reduzindo custos.

O estudo
O Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, realizou uma experiência com sacos de batata de 50 kg para verificar o índice de perda do produto durante o transporte e o armazenamento. O resultado mostrou que, na média, os sacos de juta apresentavam apenas 1,25 kg de batata com danos inaceitáveis após o transporte, enquanto que o clone tinha 2,37 kg de perdas e o nylon chegava a 3,87 kg de desperdício. O estudo foi financiado pela Castanhal.

O teste verificou ainda o índice de perda por esverdeamento, causado pela exposição à luz solar, da batata armazenada em sacos de 50 kg. Após 10 dias ensacadas, apenas 0,725 kg das batatas armazenadas em juta estavam com um leve esverdeamento. Por outro lado, no clone esse índice era 1,111 kg e no nylon 1,475 kg. O estudo mostrou ainda que mesmo após 30 dias de armazenamento, o saco de juta mantinha as batatas praticamente sem esverdeamento considerado inaceitáveis pelo consumidor.

Juta, a fibra sustentável
A juta é uma fibra natural cultivada principalmente nas áreas de várzea dos Rios Solimões e Amazonas. São áreas nas quais o ciclo anual de cheia do rio impede o crescimento natural da floresta ou a prática de alguma cultura permanente. O cultivo garante a renda de cerca de 15 mil famílias de ribeirinhos nos Estados do Amazonas e do Pará. 
Isso faz com que essas famílias de ribeirinhos não precisem se envolver em atividades que agridam a Floresta Amazônica, como a caça, a pesca ou o desmatamento. A alternativa de renda gerada por essa cultura também ajuda a fixar o homem no campo e evita o êxodo para engrossar as favelas e periferias das grandes cidades da Região Norte.

Para o plantio da juta não é necessária queimada para limpar o terreno, à medida que a cheia do próprio rio se encarrega disso. A lama deixada após a vazante serve de fertilizante natural e torna desnecessária a utilização de adubos químicos.

A Castanhal compra a fibra dos ribeirinhos e a transforma em tecido em sua fábrica na cidade de Castanhal, no interior do Pará. No processo de confecção do tecido são utilizados apenas aditivos orgânicos e os óleos vegetais. Isso, associado às características naturais da planta, faz com que os produtos de juta, além de serem retornáveis, também sejam totalmente biodegradáveis. Ou seja, quando descartados se desintegram rapidamente sem deixar qualquer resíduo ou dano ambiental.


CASTANHAL LANÇA SACO DE JUTA “FECHA FÁCIL”
Nova sacaria com fecho vai melhorar a produtividade da mão-de-obra empregada na embalagem de batata e cortar outros custos deste processo

A Castanhal, maior fabricante de produtos de juta do país, lança uma nova linha de sacaria para embalagem de batata com o exclusivo sistema “fecha fácil”. Disponíveis nos tamanhos 10kg, 25kg e 50kg, a nova embalagem alia praticidade à conhecida proteção ao tubérculo proporcionado pelo fio de juta, que por ser macio e natural, diminui agressões à pele da batata.

“O fecha fácil vai dobrar a produtividade das pessoas empregadas no processo de embalagem da batata, além de eliminar custos como o de fios utilizados para costurar os sacos atuais, compra e manutenção de equipamentos de costura e energia elétrica utilizada neste processo” diz Flávio Junqueira Smith, presidente da Castanhal.

A idéia da nova linha de sacaria surgiu a partir de uma sugestão dos próprios lavadores de batata em virtude da proibição iminente da utilização dos sacos de 50kg. O Projeto de Lei 5.467 vai alterar um artigo da Consolidação das Leis do Trabalho e o peso máximo que será permitido ser carregado por homens são sacos de 30kg, e não mais de 60kg como é hoje.

Essa mudança iria obrigar as lavadoras de batatas, que utilizam sacos de 50kg, a dobrar suas equipes de trabalho para embalar os tubérculos em sacos de 25kg. Porém, com a utilização da embalagem fecha fácil, a produtividade da equipe é duplicada e as empresas conseguem manter o mesmo número de funcionários mesmo com a alteração no processo de embalagem. 

“Antes era necessário costurar o saco de juta, demandando tempo e dinheiro nesse processo, agora basta puxar e amarrar o fitilho, também de juta, para fechar o saco”, explica Smith. 

O fitilho de juta vai permitir que o saco de batata confeccionado nesse material continue a ser 100% biodegradável, ou seja, depois de descartados, os sacos se desintegram rapidamente sem deixar qualquer resíduo ou dano ambiental, ao contrário dos sacos de materiais sintéticos – como o clone e o nylon - que podem levar mais de 100 anos para se decomporem, provocando sérios danos à natureza.

“Alguns lotes dos novos sacos foram produzidos para os clientes que nos sugeriram as modificações e os testes foram tão positivos que aceleramos o lançamento do produto e já estamos disponibilizando para todo o mercado”, diz o executivo. A expectativa é que dentro de poucos meses todos os clientes conheçam o novo produto e só façam pedidos da nova linha de sacarias.